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Apresentação



"O que poderá trazer o quarto século para um país que, em apenas três,
pôde assimilar todas as orientações e graus de civilização pelos quais
o Gênio da Humanidade conduziu o Velho Mundo durante milênios?"
Spix & Martius (Viagem pelo Brasil: 1817-1820)

Quando Spix & Martius aqui estiveram, o século XIX mal iniciara e não era possível prever o que ele reservaria ao Brasil. Portanto, o quarto século brasileiro permaneceria para eles um território inexplorado, muito embora lhe concedessem o benefício da dúvida - afinal, se aqui a história milenar da humanidade se condensara em três séculos, o futuro talvez não traísse origem tão grandiosa. Vista do final do século XX, já quase encerrado o quinto século, a paisagem brasileira, embora alterada, pouco mudou. O que retraz as indagações daqueles viajantes, acrescidas de outras.

O século XIX brasileiro é o objeto desse livro, construído a partir da narrativa que um autor particular produziu de si, do seu círculo de amigos, da sua problemática profissional, da sua atividade como intelectual, da sua inscrição na cultura do Império, do seu exílio ao final. Por isso, a via de acesso que se oferece ao quarto século é a da reconstrução de um determinado esforço autobiográfico, ensaiado de diferentes maneiras e em ocasiões distintas até a morte do autor, sem que fosse concluído. O texto desse intelectual peculiar - André Rebouças - é, aqui, valorizado como uma peça de composição da sua personalidade pública, isto é, como uma narrativa filtrada pelas exigências de uma personalidade autocontida, pela obediência ao repertório sancionado à época e pela seleção daquilo que o autor se dispunha a oferecer à avaliação dos seus contemporâneos e pósteros.

Não tomo o seu texto autobiográfico, portanto, como um documento no sentido que tradicionalmente os historiadores costumam conferir ao termo. Pois, mais ou menos conscientemente, autobiografados se situam entre a mimesis e a memória, entre a representação e a expressão. Isto significa dizer que as metáforas tornam a vida passível de ser descrita, mas não fazem das lembranças descosidas e atemporais de um self uma história necessariamente coerente. Para que isso ocorra é preciso que o autobiografado recorra às figuras estabelecidas pela linguagem corrente, de modo que, ao convencer os seus leitores, possa ser, ele próprio, convencido. Nesse sentido, a autobiografia nada mais é do que um tenso contrato com a tradição, mediante o qual, vastas visões de mundo tornam aceitáveis os silêncios, as incongruências, as transgressões textuais. Na ausência desse contrato seria impossível a organização de experiências intradutíveis*.

A literatura especializada costuma separar autobiografias de autobiografias. Algumas, pertencentes à primeira floração do gênero, são referidas a Deus, situando-se, assim, mais próximas da onipotência que preside a organização de um ser. As autobiografias que remetem ao texto sagrado - quer na versão católica, quer na reformada - consagram um alterego inflexível, mediante o qual se medem os passos do autobiografado. São narrativas "tradicionalistas", no sentido de que repõem, incessantemente, o símbolo original, a obrigatoriedade da correspondência representacional. Deus é o símbolo a que se obrigam as narrativas humanas, resultando, daí, uma confortável correspondência entre mimesis e memória; Deus é também um modelo de conduta, do que deriva uma concepção formativa do autobiografado, obrigado ao contínuo aperfeiçoamento, ao aprendizado da virtude. A secularização do mundo não extinguiu esse modo de narrativa; apenas lhe conferiu uma forma distinta, ao submeter as flutuações dos selves ao controle da cultura.

Outra linhagem de autobiografias, contudo, é a que se institui com base em narrativas menos dóceis ao símbolo. Deus já não habita o mundo e a sua partida coincide com a fragmentação de juízos, com a singularização de experiências, quando não com as regiões escuras da mente. Tais autobiografias supõem uma ruptura com o sentido progressivo e cumulativo do self; com a vida pensada como uma viagem moral e transcorrida em um território limitado de possibilidades. Porém, mesmo nesses casos, persiste a exigência da comunicação - o que repõe a necessidade de um contrato com a mimesis, ainda que o desconforto com a palavra seja mais evidente e, aliás, constitutivo do próprio empenho em expressar.

O esforço autobiográfico de André Rebouças contempla os dois modelos. Na composição da sua personalidade pública, ele constrói a cronologia dessa mutação - durante a década de 1870, a ruptura com a tradição é assumida como enredo e como estrutura do enredo, e o personagem que emerge é o de um self-made man. Na década seguinte, é a adaptação a preencher esse duplo papel, emergindo uma persona bem mais dócil ao contexto e um discurso valorizador da história. Suas memórias, elas mesmas, vão se tornando tão desimportantes, que a narrativa autobiográfica de André Rebouças praticamente se confunde com a exposição da sua transitividade de uma década à outra, de uma máscara à outra, da intenção da ruptura à estratégia da adaptação. É assim que, a versão mais acabada da sua trajetória, a única estória completa que o autor oferece de si, resultou em apenas quatro páginas escritas na forma de uma carta enviada ao ex-imperador brasileiro, D. Pedro II, em 1891. Nela, parece não haver qualquer coisa importante a rememorar, exceto o andamento dessa transformação vivida pelo autobiografado.

Contudo, ao pretender explicar essa transformação, Rebouças a debita aos constrangimentos que lhe foram impostos pela cultura oligárquica da época - o que deixa, a um leitor mais atento, as dúvidas concernentes à possibilidade de que um self organizado exatamente "contra" a tradição pudesse se render tão facilmente a ela, ao ponto de experimentar, em poucos anos, uma guinada contextualista. Ao leitor restará, portanto, a alternativa de considerar que ou o tema da ruptura não participava do horizonte mental dos seus contemporâneos e a adequação autobiográfica ao contexto tenha sido uma estratégia discursiva de Rebouças para driblar os impasses comunicacionais derivados daí; ou o caminho da invenção autobiográfica, da inovação radical indicada pelo seu modo de ser, tenha sido, desde o início, um projeto para o Brasil, cuja inviabilidade o levaria a alterar, de fato, o seu repertório autoconstituinte. A resposta que me parece mais razoável é a que afirma, ao mesmo tempo, a transitividade de planos entre a sua história pessoal e a história nacional e, de outro lado, a busca por um discurso mais persuasivo, sem o abandono do seu repertório original. Disso resultou a metáfora da "conversão" relativa aos anos 80, mediante a qual a sua vida pregressa perdia a atualidade diruptiva, mas continuava integrando a narrativa do autor sobre si e sobre um Brasil plausível, que era preciso guardar em um horizonte de possibilidades. De todo modo, qualquer que seja a conclusão do leitor, ela implicará a consideração das complexas relações entre o texto e o contexto de André Rebouças**. E foi por esse caminho - proposto, aliás, pelo próprio autor - que se abdicou de uma leitura exegética da sua obra, atentando-lhe os nexos contextuais.

Porém, se o texto é o de André Rebouças, quanto ao contexto, a definição é menos unânime, pois são variadas as suas dimensões. Há o contexto discursivo, referido à dinâmica da obra de Rebouças; o contexto intelectual, no qual a sua obra se expõe ao diálogo com as idéias em circulação; o contexto comunicacional mais amplo, do qual participam diferentes enunciados socialmente sancionados e recursos mediáticos diversos. A todos, o argumento histórico não é indiferente, embora o que se costuma chamar de contexto histórico seja uma narrativa nacional estabilizada, com pouca ou nenhuma interação com as dimensões precedentes. Para a reconstrução textual de André Rebouças, não se desconsiderou o contexto em suas múltiplas dimensões, ainda que nem todas elas tenham participado com o mesmo peso ou se mostrado igualmente produtivas.

De fato, pode-se dizer que o contexto intelectual de Rebouças - por isso compreendidas a recepção de um vasto e variado acervo de idéias e a sua tradução em uma prolixa obra autoral - serviu como pólo "produtivo" das demais dimensões contextuais. Em primeiro lugar, ao conceder a Rebouças a seleção dos seus interlocutores preferenciais, Joaquim Nabuco e Alfredo Taunay, e o estabelecimento dos termos em que esse diálogo se daria: a rememoração das suas diferenças intelectuais e políticas, muito embora estivessem ligados pela amizade conquistada no âmbito do movimento abolicionista e se sentissem identificados pela situação de ostracismo político a que foram condenados, após a proclamação da República. Mas, principalmente, ao reconhecer nesse diálogo a problemática de uma geração de intelectuais da periferia, onde o problema crucial é sempre o da relação entre o universal e os desacertos locais. Assim, do ponto de vista daqueles intelectuais específicos, considerou-se, centralmente, a sua curiosidade do mundo, realizada sob as formas diversas que lhes concediam as suas respectivas inscrições socioprofissionais, e a sua ávida absorção do debate político transcorrido ao tempo que se convencionou chamar de Restauração européia. O fato de o mundo se encontrar em um momento de redefinição do lugar ocupado pelas "margens" do liberalismo euro-ocidental, situou o projeto autoconstrutivo e nacional de André Rebouças no âmbito de uma história das idéias, valorizando-se a encruzilhada proposta pela tensão moderna entre os temas da liberdade e da igualdade.

Daí que, embora seja a autobiografia de André Rebouças o atalho escolhido para a exploração do território vislumbrado por Spix & Martius, um outro caminho possibilitado pela discussão da obra do engenheiro é o da caracterização do século XIX como o momento em que foram jogados os lances decisivos da construção do Brasil, tal como ele se apresenta hoje, em seu quinto século - no essencial, um país que conheceu a modernização induzida pelo Estado, efetuando-a no ritmo "sociológico" das reformas que, se não eliminou o movimento expansivo e democrático do interesse, o manteve recoberto por uma racionalidade estranha a ele, derivada da reinvenção da noção barroca de "razão de Estado", operada pelo Império. De modo que, sob esse segundo enquadramento, o empreendimento intelectual de André Rebouças deixa de ser inquirido no âmbito exclusivo de uma história das idéias para se constituir em objeto de uma sociologia dos intelectuais - atualização disciplinar, por assim dizer, de uma consciência exasperada que se desprende dos interesses, tidos como particularistas, e se propõe como representante em geral da sociedade. Há, por fim, um terceiro modo de apreensão da trajetória de Rebouças e que se liga à caracterização do tema do interesse no âmbito do radicalismo republicano. Quanto a essa sugestão, suas implicações deverão ser encontradas com os instrumentos fornecidos por uma sociologia do conhecimento, capaz de recuperar a dimensão democrática do interesse, afastando, nesse caso, as cristalizações de sentido que o tema conheceu no interior da nossa tradição liberal.

Os capítulos que compõem esse livro obedecem ao seguinte desenho: o primeiro caracteriza, em linhas gerais, as diferenças entre André Rebouças, Joaquim Nabuco e Alfredo Taunay, a partir dos seus respectivos projetos de automodelagem social. Os três se dedicaram à elaboração de suas memórias após a proclamação da República e todos três o fizeram levando em conta uma proximidade até certo ponto idealizada entre os seus projetos nacionais - o que explica o fato de que, no momento em que Rebouças e Nabuco recuperavam autobiograficamente as suas afinidades, as cartas que trocavam entre si se mostravam cada vez mais ásperas. O segundo capítulo trata da formação escolar e profissional de André Rebouças, da percepção que desenvolveu da situação brasileira em um mundo que se transformava e dos seus primeiros trabalhos como engenheiro. Dado que a sua formação profissional fosse a mesma que a de Taunay, as semelhanças e diferenças entre ambos constituem aspecto central à construção do perfil de Rebouças. O terceiro capítulo expande a perspectiva do autobiografado, situando-o no âmbito da transição - que ele mesmo propõe - entre um self organizado a partir do tema da ruptura para um outro, inclinado à adaptação. O diálogo, nesse caso, é, obviamente, com Nabuco, cuja adaptabilidade permanente lhe serve de contraponto. Nesse capítulo é discutida também a transitividade de planos entre o "eu" e o "nós" nacional, como um projeto deliberado de construção do Brasil. Os dois capítulos que se seguem detalham, então, a substância da opção de Rebouças por uma nova tradição brasileira - o yankismo - e a busca, na década seguinte, pela melhor forma de realizá-la. Os termos dessa conversão de expectativas são correspondentes ao caminho que vai do republicanismo radical de Harrington ao liberalismo precavido de Gioberti e Cavour. Finalmente, o último capítulo expõe as vicissitudes de Rebouças no exílio e as principais conclusões sobre aquela geração de intelectuais periféricos, referenciados entre si.

O material que serviu de base à interpretação aqui proposta é composto, fundamentalmente, pelos 19 cadernos do Diário de André Rebouças, compreendendo o período entre 27 de maio de 1863 e 31 de dezembro de 1889, e pelos nove volumes do Registro de correspondência que o engenheiro organizou entre junho de 1873 e janeiro de 1891. Há também os volumes contendo a sua correspondência e algumas anotações que datam do período de exílio até a sua morte, em maio de 1898. Todos esses cadernos se encontram na Fundação Joaquim Nabuco, em Recife, bem como um conjunto de manuscritos sobre temas técnicos e esboços de obras mais alentadas que não chegaram a ser concluídas. Foram utilizados ainda os artigos publicados em diferentes órgãos e que se encontram no Setor de Obras Raras da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Dentre eles, foram selecionados, prioritariamente, os artigos enviados à Revista de Engenharia, ao jornal Novo Mundo, e ao jornal Cidade do Rio.

Há, por fim, uma observação quanto ao título desse livro. O fato de nomeá-lo O quinto século não desconsiderou as possíveis objeções quanto à existência de um Brasil no século XVI, quando nem mesmo a nova territorialidade subordinada ao comando da metrópole portuguesa era coincidente com os limites jurisdicionados contemporaneamente e quando a natureza do empreendimento colonial lusitano recortava regiões e interesses, inviabilizando a experiência de uma história nacional. A opção pelo título, contudo, visa destacar os termos consagrados por um projeto nacional que, elaborado pelas elites políticas e intelectuais brasileiras no século XIX, contemplava a possibilidade de uma modernização econômica e institucional do país sem rupturas revolucionárias, incorporando as grandes massas ao mundo dos direitos e das liberdades em um tempo controlado politicamente. É desse projeto, valorizador da continuidade e que demonstrou ter vitalidade suficiente para romper com as circunstâncias da sua elaboração e se projetar ao longo do século XX, do que fala o título. Nesse sentido, O quinto século é, ao mesmo tempo, uma alusão à forma pela qual o Brasil instituiu a sua tradição no âmbito de uma reflexão histórica tipicamente comprometida com os nacionalismos do século XIX, e uma tentativa de rememoração do legado profundo dessa moderna tradição brasileira, não para simplesmente refazer os passos dos nossos antepassados, mas para realizar, finalmente, a dimensão democrática que permaneceu latente na obra das gerações que nos precederam

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Destinado, originariamente, ao cumprimento das exigências formais para a conclusão do Doutorado em Ciências Humanas: Sociologia, do Iuperj, esse livro é tributário do auxílio que obtive, em muitos sentidos, de um vasto e competente conjunto de pessoas. Agradeço, inicialmente ao meu orientador, José Murilo de Carvalho, cuja aceitação do regime a que submeti esse trabalho - um tanto anárquico e "arredio" - foi, em muitos sentidos, uma prova de amizade e confiança, temperada por uma competentíssima assistência nos momentos em que recorri a ele. Somente sabê-lo tão conhecedor do objeto de que me ocupei me deu a certeza de que chegaria ao final sem grandes equívocos.

Agradeço também aos membros da banca examinadora - Marco Aurélio Nogueira, Leandro Konder, Luiz Eduardo Soares, Ricardo Benzaquen de Araújo e Luiz Werneck Vianna - cujo brilhantismo transformou aquele "rito de passagem" em um momento de elevado espírito universitário e de rara qualidade intelectual. Espero ter sabido incorporar algo das suas percucientes sugestões para o aperfeiçoamento deste trabalho. A Luiz Werneck Vianna, especialmente, sou grata hoje, como em todos os momentos mais significativos da minha trajetória profissional, pelo empenhado estímulo, pela cumplicidade intelectual e, sobretudo, pela generosidade com que privilegia nossa interlocução.

Aos meus amigos de geração sou grata. Na impossibilidade de citá-los todos, agradeço aos que viveram mais proximamente os dilemas da elaboração de uma tese de doutorado: a Manuel Palácios da Cunha e Melo e Marcelo Baumann Burgos, responsáveis, seguramente, pelo aperfeiçoamento de alguns argumentos e temas que me acompanham de modo consistente, a Renato Lessa e a Marcelo Jasmin, a Eduardo Jardim, a Pedro Claudio Cunca Brando Bocayuva Cunha e Ricardo Sales, a Carlos Alberto Messeder, a Everardo Rocha, a Beatriz Jaguaribe, a Guilhermo Giucci e a Karl Erik Schollhammer, a Milton Lahuerta e a Marcia Teixeira, a Isabel Mendes de Almeida, a Maria Laura Viveiros de Castro e Helena Bomeny, a Antônio Lavareda, a Ruben Barbosa Filho, a Katia Maciel e André Parente. Agradeço, ainda, o auxílio inestimável que, de diferentes formas, me prestaram Ana Caillaux, Monica Grin, Seve Neves e, principalmente Lara Leal, minha valorosa assistente de pesquisa. A Lucia Lippi, agradeço a sugestão tão singela de, afinal, escrever uma tese; e a Wanderley Guilherme dos Santos, a cobrança carinhosa permitida aos melhores amigos.

Sou grata aos colegas, funcionários e alunos do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), e muito especialmente, aos atuais diretores Renato Lessa, Maria Regina Soares de Lima, Carlos Hasenbalg e Cesar Guimarães, que me apoiaram de diferentes formas nessa reta final. A Cesar, Diretor de Seminários e Publicações, devemos, todos, a condução de uma eficiente política editorial, de que a publicação deste livro é parte bastante modesta. Agradeço aos colegas e funcionários e aos meus ex-alunos do Departamento de História da PUC-Rio, na pessoa de Ilmar Rohloff de Mattos, com quem compartilhei as primeiras inquietações dessa pesquisa.

Agradeço também aos funcionários do Instituto de Documentação da Fundação Joaquim Nabuco, cuja eficiência permitiu que eu concluísse a pesquisa em prazo impensável, sob o calor abrasante de algumas férias de verão. Lá eu conheci a então diretora do Departamento de História Social, Joselice Jucá, que faleceu antes que eu pudesse concluir essa versão da trajetória de um personagem de nosso interesse comum. A ela não poderia deixar de render uma homenagem póstuma pela generosidade com que me fez herdeira de tudo que acumulara sobre André Rebouças. Mas, de todas as pessoas que me apoiaram tecnicamente, foi Claudia Boccia a verdadeira responsável pela materialização final do trabalho. A ela sou muito grata.

Finalmente, aos amigos que não necessariamente vivem a lógica universitária e à minha família, agradeço a compreensão e a fidelidade.

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* Cf. Elizabeth de Mijolla. Autobiographical Quests. Charlottesville and London, University Press of Virginia, 1994.
** Cf. Dominick LaCapra. Rethinking Intellectual History. Texts, Contexts, Language. Ithaca and London, Cornell University Press, 1987.