A voz dos que não têm voz – Assim
é conhecido em seu país o jornalista palestino Mohammed Omer,
que relata o cotidiano da vida em Gaza, território que Israel tem sob
seu poder. Por sua atividade heróica e tenaz, Omer ganhou um prêmio
de jornalismo em Londres. Sua viagem para recebê-lo foi uma arriscada
proeza diplomática. Sua volta à Palestina transformou o prêmio
em desgraça, ao cair ele nas mãos da polícia de Israel.
A história dramática, narrada pelo jornalista John Pilger, no
The Guardian, pode ser lida aqui
no original, ou em português de Portugal na versão do site Resistir,
aqui.
Fascismo, a volta – Causam indignação
e revolta em toda a América Latina as práticas e leis adotadas
na Europa de repressão aos imigrantes de pele menos branca, o que naturalmente
inclui os brasileiros e todos os latino-americanos. A reunião de presidentes
do Mercosul recém-aprovou moção de repúdio a isso.
Estudam-se contra-medidas. Eles se enriqueceram com nosso ouro, continuam a
explorar-nos através de seus bancos e empresas transnacionais, o que
lhes dá poder para, inclusive, seqüestrar a alegria de nosso povo,
ao raspar daqui desde crianças os que revelam talento para jogar futebol.
Esquecem que em “tiempos malos” para eles acolhemos de braços
abertos milhões de imigrantes vindos de lá. Mas, como dizem na
máfia, não é questão pessoal: “it’s
all business”. É o fascismo que volta. Transcrevemos aqui
o excelente artigo que João Quartim de Morais escreveu a respeito, em
sua coluna na Internet.
Computadores das FARCs – Está tudo ainda um tanto
obscuro, mas aos poucos se faz luz sobre o caso dos computadores supostamente
descobertos pelo governo da Colômbia no Equador, cujos arquivos de veracidade
supostamente comprovada pela Interpol comprometeriam os presidentes Hugo Chávez
e Rafael Corrêa com a guerrilha colombiana. Divulgamos a seguir duas matérias
esclarecedoras sobre o tema.
Primeiro, do economista e publicista estadunidense Mark Weisbrot, que se pode
encontrar na versão original em inglês aqui,
ou na versão em espanhol aqui.
Também interessante e reveladora sobre esse tema intrincado e delicado
é a matéria de Stephen Lendman publicada no site Global Research,
igualmente nos EUA, que pode ser lida no original em inglês aqui
ou na tradução para o português (tradução
de Bárbara Arányi) aqui.
Virando a mesa da economia global - O poder econômico mundial
pode estar, lentamente, mudando de mãos, e os países desenvolvidos
têm de se adaptar. Leia artigo interessante de Roger Cohen, do New York
Times, em inglês
ou em português.
Direita, volver – Quando a União Soviética
capitulou, muitos no Ocidente pensaram que o fim do “socialismo real”era
uma vitória da democracia. Não entenderam que o socialismo, com
suas conquistas democráticas -- pleno emprego, ensino e saúde
universais e gratuitos etc. --, pressionava os países capitalistas a
também garantir direitos sociais. Viu-se então que ocorreu o contrário.
O capitalismo passou a pender para o fascismo. Até agora, porém,
falou-se muito nesse aspecto dos Estados Unidos, onde a democracia só
fez encolher-se nesses 30 anos, enquanto a política imperialista perdia
freio e limites de brutalidade. A Europa ficou meio esquecida, e apontada até
como bastião dos direitos sociais. Mas também lá a onda
direitista ganhou terreno. Os governos tornaram-se mais conservadores, os partidos
de esquerda perderam identidade e expressão política. Nos últimos
anos, há avanço acelerado do racismo e da supressão de
direitos civis e trabalhistas. Fala-se já em pôr na lei uma semana
de trabalho de 70 horas, o dobro do que era projetado há 30 anos. El
País, que não pode ser suspeitado de esquerdista, trata do
assunto no dia 22.6: ver aqui.
Este é também o tema do artigo de Mauro Santayana no Jornal do
Brasil, no mesmo dia: ver aqui.
O conceituado filósofo francês Jean Salem, professor na Sorbonne
e autor de vários livros, trata em mais profundidade do assunto em sua
obra Lénine et la Revolution, recém-publicada, e fala
dela em entrevista ao jornal português Avante, publicada em 18.6,
reproduzida (com revisão para o português-brasileiro)
aqui.
Assalto ao petróleo no Iraque – Um editorial do New
York Times, no dia 22.6, critica a forma como os Estados Unidos estão
arrancando um contrato do governo do Iraque que permitirá a três
“irmãs” do petróleo operar naquele país, embora
o Congresso local resista a aprovar a lei que privatiza o setor, nacionalizado
e estatizado no governo de Saddam Hussein 36 anos atrás. Embora indubitavelmente
a favor das multinacionais, do petróleo ou quaisquer outras, o jornal
acha que a concessão, além de favorecer a corrupção,
irá aumentar “as compreensíveis suspeitas no mundo árabe
de que o petróleo foi o motivo real da invasão do Iraque e acirrará
ainda mais a desconfiança e o ressentimento entre facções
religiosas e étnicas no Iraque”. Ver a matéria aqui.