Israel na Geórgia – O jornal israelense Haaretz divulgou dia 12 de agosto uma curiosa – para dizer o menos – entrevista com o ministro georgiano da Reintegração, Temur Yakobashvili. Já eram passados quatro dias do ataque militar da Geórgia à Ossétia do Sul, que motivou a rápida e esmagadora resposta russa. Em poucas horas, as tropas georgianas puseram-se em fuga desabalada. O ministro, entrevistado por rádio, num momento em que os tanques russos já ocupavam Gori e ameaçavam avançar para a capital de seu país, expressou seu agradecimento a Israel por ter treinado o Exército da Geórgia. “Graças ao treinamento de Israel, estamos rechaçando os russos”, proclamou. Segundo ele, “Israel deve orgulhar-se de seus militares, que treinaram os soldados georgianos”. Com esse treinamento, “um pequeno grupo de soldados georgianos era capaz de eliminar uma divisão inteira do Exército russo”, e perdas enormes em homens e material eram naquele momento impostas pelos georgianos aos russos.
Deixada à parte a jactância infeliz do ministro georgiano, assim como a estranheza sobre o que estavam ali fazendo os israelenses, e considerando que os Estados Unidos equiparam os militares da Geórgia com material moderno de guerra, há duas hipóteses: ou o treinamento israelense não é assim tão eficiente, ou os russos estão com uma máquina de guerra bem azeitada, capaz de fazer pensar duas vezes quem se proponha atacá-los.
Ver a matéria original do Haaretz (versão em inglês)
aqui
e a transcrição do texto aqui.
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Sarkosy, CIA, máfia etc. – Réseau Voltaire, o popular sítio francês na Internet, foi repentinamente tirado do ar. O raio que o fulminou caiu em seguida à sua publicação de um artigo de Thierry Meyssan que relata vínculos antigos e profundos do atual presidente Sarkosy com a CIA estadunidense, a máfia corsa e grandes banqueiros internacionais.
O insólito do episódio tanto está no conteúdo do artigo quanto no silêncio que a mídia organizada, no Brasil e outros países, guardou sobre o assunto. Jornais e TVs dessa família são muito atentos quando se trata de violações à liberdade de imprensa na China, na Venezuela ou em qualquer outro país cujo governo não priva de sua simpatia. Mas não dizem palavra sobre uma violência que atinge num “país amigo” até mesmo a Internet, essa área que muitos supõem livre de arbitrariedades do Estado e até acreditam ser abrigo de excelência para movimentos revolucionários “de multidão”.
Mas também o artigo merece atenção. O autor é questionado em círculos intelectuais por teses polêmicas que assumiu em torno dos atentados de 11 de setembro de 2001, em Nova York, mas seu artigo sobre Sarkosy impressiona e, pelo menos, merece leitura. Mergulha fundo e longe nas origens familiares e políticas do atual presidente francês e acompanha a carreira deste até os dias atuais, com destaque para vínculos com o clã Bush e a CIA. O quadro de fundo é uma promiscuidade espantosa de interesses e grupos de espionagem, financeiros, mafiosos, provocadores etc. na gestão governamental dos dois lados do Atlântico.
Para os brasileiros, merece atenção especial a referência a Lionel Jospin e grupos trotskistas que o cercam. Segundo Meyssan, tais grupos, cujo apoio político e financeiro beneficia há uns pares de anos setores que atuam na esquerda em nosso país, são subvencionados pela CIA e agem como força auxiliar da direita na França.
Ver aqui a versão em português de Portugal divulgada pelo site http://resistir.info/.
[Após silêncio de algumas semanas, Voltaire retornou. A matéria acima já pode ser vista no original em http://www.voltairenet.org/article157210.html]