Mirante

Editor: Renato Guimarães

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Lula em alta
El País destacou, na edição de 2.10, a liderança de Lula na América do Sul, consolidada na conferência entre presidentes de Brasil, Bolívia, Equador e Venezuela, que acaba de se realizar em Manaus. Mostrou também a extraordinária importância desse evento para catapultar o futuro da região amazônica. O diário espanhol, que pertence ao grupo Prisa – dono de bancos, de jornais e outros investimentos vultosos no Continente – segue, entretanto, a tática conservadora de tentar meter uma cunha entre Lula e Chávez, dando a este o papel de aventureiro e ao primeiro o papel de moderador. Não lhe interessa perceber que se estabeleceu entre os dois presidentes uma espécie de parceria, que até hoje funciona muito bem. Chávez sai em frente, toca o clarin, ou põe a boca no trombone, conforme o caso, e Lula, se o assunto ganha peso e mostra merecer o apoio do gigante brasileiro, vai em socorro. Assim foi criada a Unasul, foi salva a Bolívia (pelo menos por enquanto), e, agora, em Manaus, foi criado o Banco do Sul, ao mesmo tempo em que se armava um projeto formidável de desenvolvimento da Amazônia . Ver aqui a transcrição da matéria de El País.

Fidel: tiro rápido
Fidel Castro publicou no Granma um resumo do discurso de Bush diante do Congresso em Washington sobre a economia dos EUA. É uma síntese inteligente e sarcástica, digna dos melhores dias do Comandante. Ver a matéria original aqui e o texto transcrito aqui.

A crise segundo o
Pagina 12

DANIEL PAZ & RUDY
– A economia dos EUA se parece com o Titanic.
– Porque afunda?
– Não, porque primeiro salvam-se os ricos.

Ivan Grosni, a volta? - As bolsas russas também oscilaram, mas voltaram depressa ao normal. Diferente do que ocorreu nos EUA e outros países capitalistas, não houve lá, porém, injeção de dinheiro público para salvar bancos falidos. O instituto de pesquisa estadunidense Strafor revelou a mágica. O primeiro-ministro Putin, desautorizando até o presidente Medvedev, impediu que o caixa do Tesouro Nacional fosse aberto para esse fim. Reuniu os grandes magnatas do país e “induziu-os” a tirar dinheiro dos próprios cofres para sanear as finanças do país.

Quase todos que eram de esquerda nos anos 1950-70, ou são jovens cinéfilos hoje, viram o clássico de Eisenstein Ivan, o Terrível (Ivan Grosni, em russo). Ele narra a história do czar Ivan IV, que no século XVI liderou a formação da Rússia moderna, incorporando a ela as estepes do Volga e a Sibéria, em meio a lutas infernais contra inimigos internos e externos. Uma cena, em especial, ficou célebre, no filme: o czar reuniu em palácio os boiardos, que eram os ricos de então, puxou-os literalmente pela barba, ameaçou-os com expropriação e com a forca, e desse modo obrigou-os a contribuir para as batalhas que travava.

Qualquer semelhança com o que faz hoje Putin não é mera coincidência. Sob a sua liderança, depois de duas décadas de definhamento e humilhação, a Rússia se recupera, num curso capitalista que não se alinha ao capitalismo modelado e dominado pelos EUA. É capitalismo, também, mas é capitalismo à moda russa.

Ver a matéria de Stratfor aqui, e a tradução para o português aqui.

Vigilantes a soldo – A mídia organizada do grande capital fez enorme escarcéu com a expulsão de dois agentes da Human Rights Watch da Venezuela, após a divulgação por eles de um suposto relatório muito negativo sobre a situação dos direitos humanos naquele país. Nenhum jornal ou TV disse, porém, que o principal dos expulsos, o chileno José Miguel Vivanco, diretor daquela ONG, foi funcionário diplomático do governo Pinochet e, ao renascer a democracia em seu país, mudou-se para Washington e passou a atuar em organizações que atendem à política do governo dos EUA. Sua vida desde então está sempre relacionada com episódios que violentam a democracia e os interesses nacionais dos povos latino-americanos. Ver a matéria que dedica ao assunto a Agência Bolivariana de Notícias, da Venezuela, aqui.

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Crônicas

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de Oscar Niemeyer


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Em Pauta nº. 20 – Trabalho e sujeitos políticos

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Diversos autores
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Notícias

Constituição de 88 faz 20 anos

Marcello Cerqueira, advogado constitucionalista (autor de A Constituição na História, Revan) destinou para a publicação de setembro na revista Democracia Viva, do Ibase, um comentário sobre os 20 anos que completa agora a Constituição de 1988. Produziu um texto de valor histórico, documental e crítico. Ler aqui.

O livro que mudou a minha vida

Uma leitora de Porto Alegre, Claudia da Rosa, técnica de enfermagem, enviou pela Internet ao nosso sítio a mensagem que reproduzimos a seguir, a respeito de A Bíblia envenenada, este extraodinário romance de Barbara Kingsolver, que a Revan publicou:

"Eu li este livro alguns anos atrás, quando passei por uma situação difícil na igreja em que eu congregava após anos de dedicação. Me confrontava com a dor de ter sido mandada embora por ignorância da direção, da liderança, e ao ler este livro me deparei com a situação de se querer fazer para Deus algo que ele simplesmente não pede, ser religioso e até ir trabalhar na Africa sendo racista, e no desespero de fazer a obra de Deus por meios humanos atropelar e se dirigir ao povo em um idioma tão controverso que leva o povo a se afastar de Deus e não o contrário. Hoje congrego em uma comunidade que busca a Deus de coração e não preconceituosa e digo que minha vida se divide em depois e antes deste livro."

Saiba mais sobre "A Bíblia envenenada" aqui

Um novo rural brasileiro

Para a economista e socióloga e autora da Revan Tânia Bacelar, não é possível pensar uma estratégia de desenvolvimento para o Brasil sem levar em conta a imensa diversidade do país. “Não dá para pensar o Brasil a partir de São Paulo e de Brasília”. Apesar da pesada herança de desigualdades do século XX, Bacelar acredita que o país vive um período de mudanças com um cenário mundial que abre muitas oportunidades. A reportagem é de Marco Aurélio Weissheimer e publicada pela Agência Carta Maior, 26-06-2008. Leia aqui.

Elogios no Estadão

O escritor Wilson Bueno fez uma ótima resenha pelo jornal O Estado de S. Paulo do livro "O duelo", de Joseph Conrad. Leia aqui o texto na integra.

A partilha da África

Com a primeira edição esgotada, a Editora Revan reimprime o importante livro Dividir para dominar, de Henk L. Wesseling, especialista em assuntos da expansão européia. Veja aqui o link para o livro.