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PAU DE TINTA

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Ficha Técnica

Autor(es): EDUARDO ALMEIDA REIS
ISBN: 9788571060739
Idioma: Português
Edição: 2ª. Edição 2003
Encadernação: Brochura
Número de Páginas: 248
Ano de Edição: 1995
Mensagem de disponibidade: disponivel
Formato: 14 X 21

Sinopse

Autor de uma série de sucessos - entre eles O pinto e a senhora sua mãe e A vaca e os animais que as possuem -, Eduardo de Almeida leva ao leitor, com seu texto ágil e leve, a história da construção civil brasileira, mesclando com humor informações técnicas e fidelidade história.

Da abertura do "caminho novo" para as tropas de burro rumo às Minas Gerais, até as grandes usinas e auto-estradas que hoje credenciam em todo o mundo as empresas racionais do setor, Almeida Reis revela, com inegável valor documental, os episódios dramáticos e as aventuras que envolveram o desenvolvimento dessa indústria no país.

No capítulo sobre as relações do Estado com o empresário, por exemplo, há toda uma lição sobre a sexualidade do jumento; em outro, o drama dos primeiros empreiteiros do Brasil, entre os quais o conhecido Barão de Mauá. Por incrível que pareça, a maioria deles faliu. Segundo o autor, a relação dos empreiteiros com a Coroa Portuguesa, com o Império e a República do Brasil, ao contrário do que se diz, não tem sido um mar de rosas.

As condições em que funcionavam as 500 hidrelétricas de Minas; a chegada do primeiro condutor de automóveis à Leopoldina assim como a entrada do primeiro carro numa cidade do Rio Grande do Norte são alguns do muitos lances engraçados e interessantes do livro, no texto sempre bem humorado de Almeida Reis.


Sobre o autor: Eduardo Almeida Reis, carioca, residente em Minas, é membro da Academia Mineira de Letras, tendo publicado mais de uma dezena de livros. Entre as suas múltiplas atividades exercidas ao longo da vida estão a de bancário, subassessor de almoxarife do Ministério do Interior, advogado do sindicato dos padeiros, corretor de seguros, avicultor, empreiteiro, repórter, etc. Ex-articulista de O Globo e da Folha de S. Paulo, escreve, atualmente, crônicas para os jornais Hoje em Dia e Diário Regional, e para as publicações econômicas Mercado Comum e Negócio Certo.


INTRODUÇÃO

 

Este livro nasceu da ideia de reparar uma injustiça. Fui empreiteiro durante anos. Paguei sempre meus impostos em dia. Empreguei centenas de pessoas (de carteira assinada). Não me considero melhor, nem pior, que os demais cidadãos brasileiros. Fechei a empresa porque não me dava satisfação intelectual. Dos meus concorrentes, alguns enricaram, muitos quebraram e os outros continuam trocando cebolas.

Liquidadas as contas, sobrou-me um Gol GTS 1.8, negro e novo, com aerofólio traseiro, meio ridículo para sujeitos de certa idade.

EM 1994, quiseram transformar os empreiteiros nos monstros responsáveis por todos os males que afligem este país grande e bobo.

Pois muito bem: se o leitor julga o ex-presidente Itamar Franco um homem honesto, bem-intencionado, trabalhador e patriota – como é de fato -, é bom saber desde logo que, antes de se dedicar à política, o engenheiro Itamar Augusto Cautiero Franco foi empreiteiro de obras públicas.

Os críticos andam esquecidos de que não existe nada, mas nada mesmo, que funcione no Brasil – estradas, rodoviárias, aeroportos, hospitais, telecomunicações, redes de água e esgotos, ferrovias, usinas hidrelétricas, linhas de transmissão de força, essas coisas todas – que não tenha sido obra dos empreiteiros.

Se há estradas em ruínas, a culpa não é de quem as construiu, mas da falta de manutenção . A pista da serra de Petrópolis (RJ), por exemplo, feita de placas de concreto de mais de 25 cm de espessura, armadas com ferros de uma polegada, requer substituição periódica do pavimento, que não resiste ao tráfego pesado. Que dizer, então, do asfaltamento de milhares de quilômetros sujeitos a enxuradas, acomodação dos terrenos, sol, frio, faixas de aterro, bueiros entupidos, erosão, caminhões sobrecargas e tantas outras agressões?

Já no século XVI, cristãos-novos empreitavam com a Coroa a extração e o transporte para a Europa das toras de orabutã, Caesalpinia ecbinata Lam., pau-de-tinta ou pau-brasil. Pouco depois, empresários portugueses se arruinavam, eram flechadas, morriam de febres e disenterias tropicais, durante o período das Capitanias Hereditárias, para entrar na História como bandidos, ineptos ou priveligeados. Belo "privilégio"esse de trocar Lisboa pela mata tropical infestada de índios e pernilongos.

Mais tarde, um herói chamado Garcia Rodrigues Pais, também a serviço da Coroa , investiu todos os seus haveres na abertura do Caminho Novo, ligando o Rio de Janeiro a Barbacena. O mesmo caminho que andou arruinando outros pioneiros.

Contratadores da extração de diamantes eram presos, tinham seus bens confiscados e morriam na enxovia. E o Visconde de Mauá, talvez a maior figura do Segundo Reinado, construtor de nossa primeira estrada de ferro, "vidente dos grandes problemas nacionais", virtuoso na fortuna, heróico na adversidade, também conheceu a falência.

Se muitos pioneiros enriqueceram, como também se enriquece com sabão em barra, big-sanduíches ou livros esotéricos, a esmagadora maioria perdeu saúde e fortuna trabalhando para o governo, não raras vezes sem receber sequer uma carta de agradecimento do rei, ou do presidente.

Este livro visa a resgatar a imagem de alguns daqueles pioneiros, corajosos, visionários, meio malucos, que se atiravam à tarefa de fazer as coisas que precisavam ser feitas. Seus críticos ficam no bem-bom dos escritórios refrigerados, sem saber quanto pesa a responsabilidade de uma folha de pagamentos de 10 mil, 20 mil, 30 mil empregados, que precisam comer, vestir-se, educar os filhos, pagar as prestações da casa.

Nem todos os empreiteiros são santos, é verdade, mesmo porque a atividade empresarial não congemina com a santidade. O progresso de uma nação não se faz com ascetas barbudos, que se refugiam descalços nas cabanas dos desertos, para filosofar sobre a morte da bezerra. O estudo dos santos compete à hagiografia. A psiquiatria prefere enquadrar místicos, ermitãos e andarilhos na lista daqueles que são objeto de suas preocupações profissionais.

Dir-se-á que o empresário é movido pelo interesse; é certo. Se a fé move montanhas, é o interesse que urbaniza o local, bota luz, água, telefone, faz os meio-fios e pavimenta as ruas.

O resto é bom-mocismo de fachada, má-fé e desinformação.

 

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